Não há fórmulas perfeitas

Conforme a capacidade de perceção do ser humano evolui, ela atravessa o mundo das aparências e adentra nas camadas mais profundas da “casca da cebola”. Chegamos a níveis onde habita a fonte do sentido que movimenta o caminho da vida.

Quando temos um motivo profundo para fazer as coisas o esforço diminui e, no seu lugar, surge uma corrente de “força”. Por acaso a vida em si mesma tem um sentido? Não sabemos se um gato pode fazer-se esta pergunta, nem sequer se dela necessita. Contudo, existem pessoas que, ao atravessar determinadas etapas da existência, fazem essa pergunta desde o mais profundo de si mesmas, talvez por sentir que é chegada a hora de amadurecer a sua alma.

Se o rumo da nossa navegação pela vida tem sentido, os ventos contra ou a favor não serão vividos como casuais, nem impedirão o continuar da travessia. É curioso que, quando o nosso ato de remar em frente está ancorado num significado profundo, surge sempre um farol no meio da tempestade. E sabemos bem o quanto, o facto de termos um motivo profundo para a travessia, nos permite levar grandes cargas.

Valorizemos a força que emerge quando nos tornamos conscientes do sentido que tem aquilo que nos ocorre no dia a dia. O sentido que a vida tem para cada um de nós não é somente uma fonte de força que nos chega do propósito, ele molda a nossa missão de vida e, com ela, a vocação que nos inspira.

“Quem tem um para quê, pode suportar qualquer como”

José Maria Doria
Fundador da Escola de Desenvolvimento Transpessoal
Fonte: “Las 40 Puertas, un camino hacia la inteligencia transpersonal y el Mindfulness” – See more at: http://escolatranspessoal.com/blog/o-sentido-da-vida#sthash.7vpvt0Rd.dpuf