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Entrevista à aluna da formação de “Terapia Transpessoal”  – Carla Nunes Lopes – pela tutora Rita Sardinha

1. Já és psicóloga e trabalhas neste belo ofício de acompanhar… o que te levou a escolher a Escola Desenvolvimento Transpessoal e o curso de Terapia Transpessoal?

Eu já trabalhava como psicóloga e já fazia algum acompanhamento, no entanto, sentia que os modelos e as práticas aprendidos na faculdade não eram suficientes, pelo menos para mim, porque sentia que não abrangia o todo.
A minha escolha decorreu precisamente dessa sensação de alguma coisa estar em falta e também da minha ligação mais à área espiritual, ou seja, da necessidade de começar a integrar tudo um pouco mais na minha vida.

Quando estava com os clientes sentia que havia mais qualquer coisa onde eu não conseguia chegar, havia sempre algo, outro mundo que precisava de perceber e que só a visão da psicologia, da forma como eu a aprendi, não me chegava.

Numa determinada altura comecei à procura – tinha também uma terapeuta que estava ligada á psicossíntese e a esta parte mais transpessoal – e surgiu-me a EDT. Não tive dúvidas que era por aí porque foi um “Match” perfeito entre aquilo que eu sentia e a forma como vocês se expressavam, Sentia-me em Casa.

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2. Ao longo destes meses de curso, qual foi a tua maior tomada de consciência e que impacto teve na tua vida? 

É difícil de responder porque a cada semana havia um tema para trabalhar e cada tema, em maior ou menor medida, mexia connosco, fazia-nos refletir…, mas trazendo aqui algo que eu me recorde e que me tenha tocado mais – ressaltaria o tema da Sombra.
O tema da sombra foi um levantar de cortina, como se de repente todas aquelas peças de teatro que habitam cá dentro, todos os episódios que nós vivemos, todas as personagens que vivemos, tivessem aparecido no palco. Isso proporcionou-me uma descoberta muito rica das várias personagens internas, dos vários mundos, dos vários labirintos, e fez-me despertar para algo mais profundo.
Como a transpessoal abarca o todo, abraça os vários mundos da pessoa, senti que isso me trazia um novo olhar, uma linguagem mais intuitiva e mais humana, esse estar de coração, ao lado do outro, de forma subtil, amorosa, acompanhando-o.

O que também teve um grande impacto na minha vida foi a compreensão do que é “acompanhar” o outro e a distinção entre isso e a natural tendência a “ajudar” o outro; o Ser Inteira, essa capacidade de nos abraçarmos com tudo; e o movimento de honra à vida e aos pais, que me permitiu, por um lado deixar partir quem já partiu – o meu pai, e por outro, olhar para a minha mãe como uma mulher, que nada me deve, e que já me deu tudo. Tudo isto me emociona e me impacta…

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3. Após concluíres esta aventura pessoal e de formação no curso de Terapia Transpessoal, quem é a Carla?

É com emoção que te respondo… A Carla… bem, eu na minha essência não deixei de ser eu, aliás a transpessoal ajudou-me a ir ao encontro da minha verdade, disso não tenho dúvida.

Hoje, acho que esta Carla, que busca a sua verdade e o que mais lhe faz sentido, é alguém que se abraça mais e se aceita mais, que se permite ver por inteiro, de todas as perspetivas, sem ficar assustada nem querer fugir.

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4. Como é que a abordagem transpessoal te ajuda a cumprir os teus sonhos e projetos de vida? 
A transpessoal trouxe-me uma linguagem, um pano de fundo, toda uma série de ferramentas e não só… trouxe-me algo mais, qualquer coisa a nível do fundamento e da essência, não só da transpessoal, mas da vossa escola, um “algo” que me sustenta e que me acompanha.
Todas as experiências que tivemos no Encontro de Práticas já foram aplicadas, já as integrei e estou a materializá-las… por isso, acho que esta abordagem me trouxe um contato muito mais facilitador na forma de chegar ao outro.
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RITA SARDINHA
TUTORA TERAPIA TRANSPESSOAL – ESCOLA DE DESENVOLVIMENTO TRANSPESSOAL