Entre | Linhas | Entrevista com Mónica Ferreira

Entre | Linhas | Entrevista com Mónica Ferreira

“Nós não somos pó. Nós somos Magia.

Richard Bach


 

Usando apenas 10 palavras, descreve-te a ti mesma.

Resmungona, corajosa, compassiva, resiliente, flexível, generosa, criativa, teimosa, sonhadora e rebelde.

Onde está a chave?

No Coração. Naquele centro onde reside a nossa verdade e a sabedoria do que verdadeiramente necessitamos e queremos, em cada momento.

Onde encontras o desfrute?

Nas gargalhadas partilhadas com quem sabe rir comigo, na música que me transporta a lugares felizes, nas caminhadas na natureza em que cada passo vale mais que o destino onde chegarei, e onde me sinto sempre acompanhada, nas estórias que falam de coragem, amor, magia e mistério, nas “parvoíces” partilhadas com a minha filha, no mimar dos meus gatos e da minha coelha, no simples contemplar do mar. Na comida que tem como ingrediente o amor e o cuidado (e o talento!) daqueles que amo e que me amam. Naquilo que me faz sentir que a Sabedoria do Universo está presente nas mais pequenas “coisas”. E numa chávena de café bebida na companhia de mim mesma, em presença.

Qual o teu sonho agora?

Viver com mais amor, leveza e desfrute, num “lugar” em que cada coisa faça sentido e traga e manifeste uma parte do que sou.

Se pudesses fazer uma pergunta ao Universo, que tivesses a certeza que iria ser respondida, qual seria?

Quais são os números para ganhar o euromilhões no próximo sorteio? A sério, seria mesmo esta! As outras (aquelas sobre a criação e o sentido da Vida, da humanidade e de mim mesma…) …as outras deixo que a sabedoria do Universo me vá respondendo à medida que eu estou preparada para as receber…

Em que é que confias?

Na Vida. Confio profundamente de que faço parte da Vida, que tenho um lugar “nela”, e no seu Amor por mim.

Um compromisso contigo mesma…

Não me abandonar. Não me amar “um grão de areia” a menos, faça o que fizer, ou não fizer.

Quero que cada experiência da minha vida contenha…

Amor e Beleza.

Se tivesses que evacuar a tua casa por causa de alguma tempestade natural, quais as três coisas que levarias contigo? Porquê?

Levaria a família que vive comigo, a minha filha, os 3 gatos e a coelha. São, na verdade, as “coisas” que mais me importam e o que mais me importa proteger. Não levaria os meus livros, porque me seria impossível escolher só um, mas choraria a sua perda. Levaria o meu piano, porque faz parte do sonho, da minha identidade.

Qual a acção que poderias realizar hoje e que tornaria a tua vida mais fácil?

Podia reescrever com mais amor e autocompaixão por mim a lista de “batalhas” a travar na vida que fiz!

O que é que mais aprecias na tua vida, neste momento? Porquê?

O continuar a ser surpreendida pela Vida, que me continua a maravilhar tantas e tantas vezes. O sentimento de que faço parte de algo maior, mais belo, mais sábio e mais amoroso do que alguma vez serei capaz de medir ou compreender. Porquê? Porque me dá a dimensão do lugar que ocupo, daquilo a que pertenço, daquilo de que faço parte.

Se eu pudesse falar para a minha adolescente, aquilo que lhe poderia dizer era…

Que me orgulho muitíssimo dela. Que sobreviveu, com muito menos “ferramentas”, ao que ainda hoje, enquanto adulta, me é difícil suportar. Que me impressiona o “tamanho” do seu Coração e a sua Coragem. Que a amo profundamente.

 
 

 

 

 

ENTREVISTA A MÓNICA FERREIRA
TUTORA/FORMADORA ÁREAS DE TERAPIA E RESPIRAÇÃO HOLOSCÓPICA
Entre | Linhas | Entrevista com Mónica Ferreira

Entre | Linhas | Entrevista com Cátia Pinto

“Não digais «Encontrei o caminho da alma». Dizei antes «Encontrei a alma percorrendo o meu caminho». Pois a alma anda sobre todos os caminhos. A alma não anda sobre uma linha, nem cresce como uma cana. A alma desdobra-se, como um lótus, em inúmeras pétalas.”

Khalil Gibran


Usando apenas 10 palavras, descreve-te a ti mesma.

Entusiasta; otimista; emotiva; curiosa; sedenta; ambivalente; racional; exigente; descomedida; altruísta.

Em que é que confias?

Confio no potencial ilimitado do Ser Humano. Na capacidade para aprender, crescer, reinventar e se superar a cada instante. Confio no valor dos afetos, no poder das ações e das palavras. Confio na força que reside na união. Confio no tempo. Na pausa entre a semente e a flor, no fio que lentamente vai tecendo o apaziguamento e bordando horizontes novos.

O que te comove?

Todas as histórias de vida, reais ou fictícias, que traçam uma linha reta e direta ao coração, evocando o amor, a bondade, a coragem e superação. Momentos simples do dia-dia onde o potencial da beleza humana se revela e eu tenho o fortúnio de o contemplar ou vivenciar na primeira pessoa. A experiência da simplicidade, que envolve para mim um caso sério de encantamento com a natureza.

Qual o teu maior desafio, aquele que te tem acompanhado ao longo do tempo?

Identifico alguns… E este é, desde logo, um dos grandes desafios: escolher algo em detrimento de outro algo. Isto ressoa-me sempre a muito definitivo e redutor (ou não fosse eu um signo de ar…), o que me cria muitas dificuldades, hesitações e morosidade no processo de escolha e tomada de decisão. Tenho geralmente o ímpeto de querer abraçar todas as possibilidades, pois sinto-me sempre, por um ou outro motivo, entusiasmada e impelida em todas as direções. Acabo depois por conviver tranquila com a decisão sem olhar para trás, mas não invalida que esta dificuldade inicial se assuma muitas vezes como um grande mecanismo de auto-sabotagem.

De que é que não nos podemos esquecer na Vida?

Que a vida é um sopro, e o presente é o único momento certo que existe. Que a felicidade não está dependente das circunstâncias externas nem são estas que nos definem, mas o “desde onde” e “desde como” nos relacionamos com as mesmas. Que somos partes integrantes e interdependentes de um Todo, tais como as cordas de um instrumento musical. A tensão que escolhemos aplicar a uma corda afeta a sonoridade das restantes; e diferentes tensões e sonoridades entre as várias cordas afetam o equilíbrio do instrumento como um todo. O mesmo acontece com a nossa pegada no mundo, a forma como escolhemos viver tem impacto sobre o coletivo. Sejamos então conscientes da nossa melodia, aqui e agora, para um “mundo afinado”.

Quais os dons e vocações aos quais te costumam associar?

Capacidade de escutar e apoiar o outro, comunicação, versatilidade, criatividade, diversão e espontaneidade. As pessoas associam-me geralmente às áreas do acompanhamento, da comunicação e das artes.

Hoje, fazer algo com coragem seria…

Começar por saltar os muros do medo que mantêm enclausurada a confiança em relação a alguns dos meus (presumíveis) talentos. Resgatar essa fé, libertando-a do policiamento das crenças limitadoras e dos grilhões dos meus padrões repetitivos de autossabotagem. Depois, prosseguir “dentro” e indagar sonho a sonho, até encontrar neles a vibração que abre caminho. Dar-lhes forma e visibilidade, torná-los reais. Ousar colocar o pé com a mesma ousadia que trilho outros solos da vida. E permitir-me falhar ao longo do caminho, com amor.

A vulnerabilidade permite-me…

Ser autêntica, inteira. Alinhar o que penso, sinto e expresso. Ser coerente comigo e com quem me rodeia. Resgatar parte da minha força adormecida, e que emana dessa coragem em desnudar-me e expor as minhas fragilidades perante os outros sem “rede”. Aprimorar a minha arte de suster e soltar o que me fere a cada novo mergulho em apneia até às profundezas, ao encontro do que me pede para ser visto e compreendido.

A maioria das pessoas é boa. Descreve um evento onde isto tenha sido verdade.

Grandes momentos da história da Humanidade têm sido palco dessa bondade humana que emerge no seio do caos e em torno de sentimentos de desesperança. Sinto que o momento que vivemos atualmente [pandemia] é um exemplo disso, sendo muitos os anónimos movidos pelo propósito generoso de “estar ao serviço” dos outros. Inclusive, alguns deles, esvaziando-se de si mesmos num esforço desmedido para atender ao outro.

Se tivesses de escrever um livro, escreverias sobre quê?

Crónicas de uma jornada. A criança e o adulto, duas asas que se descobrem pássaro inteiro. Os encontros e desencontros. Os lugares férteis e estéreis ao longo da travessia. Os estados de Alma, cheios e vazios. Os ensaios e os voos inaugurais.

Se pudesses resolver um grande problema no mundo, qual seria?

O problema da violência, em todas as suas manifestações e dimensões. Dispondo dessa “concessão mágica”, não hesitaria em abolir este comportamento do chip de programação e funcionamento do Ser Humano. Acrescentaria ainda um circuito de ativação automática de gestão emocional para prevenir “falhas no sistema” (sendo o Homem muito criativo na adversidade, poderia facilmente encontrar outras formas de expressão nocivas). Assim, converteria todos em “Gestores Emocionais de Excelência”, hábeis na resolução de todos os problemas derivados da dificuldade em gerir emoções.

A minha forma preferida de passar o dia é…

Fazer-me à estrada, com ou sem destino, sem pressas de chegar ou regressar, e deixar-me surpreender pela imprevisibilidade do momento. Explorar novos lugares, conhecer novas pessoas, desfrutar de novas experiências…. Sempre, ou quase sempre, nesse lugar a dois onde mora o coração. Reunir a família em torno da fogueira dos afetos. Fruir do “dolce far niente”, entre atividades como jardinagem, bricolage, caminhadas na natureza, dança, ver filmes e séries…

 

ENTREVISTA A CÁTIA PINTO
TUTORA/FORMADORA ÁREA CONSULTORIA MINDFULNESS

Entre | Linhas | Entrevista com Mónica Ferreira

Entre | Linhas | Entrevista com Ana Sofia Correia

“A vida nega-lhe milagres, até que entenda que tudo é um milagre.

A vida encurta o seu tempo, para que se apresse em aprender a viver.”

Bert Hellinger


 

Usando apenas 10 palavras, descreve-te a ti mesma.

Sensível, apaixonada, intensa, presente, amorosa, simpática, amiga, organizada, focada, determinada

Um lugar seguro?

Um lugar seguro é Casa, junto dos meus. Um espaço de conforto onde se pode ser apenas e estar na essência do que se é.

Em que é que confias?

Confio no Amor, confio na minha intuição…na magia da existência que me coloca sempre no lugar certo e que me traz exatamente o que necessito para esse momento.

De que é que não nos podemos esquecer na Vida?

Não nos podemos esquecer de que estamos vivos. Não nos podemos distrair da vida, porque ela vai sempre arranjar uma forma de nos chamar de volta.

Onde está a chave?

A chave está no coração, no sentir e permitir-se mergulhar nos mistérios da sensação.

Qual é o teu maior desafio, aquele que te tem acompanhado ao longo do tempo?

O meu maior desafio é assumir-me exatamente como sou, e mostrar isso ao Mundo sem medo do julgamento interno e externo.

O desconhecido causa-me…

Arrepios na coluna. Mas é ele que me motiva muitas vezes a ir às entranhas de mim mesma e a trazer ao de cima recursos que depois descubro que afinal possuía.  Por isso o desconhecido estimula-me.

O que me nutre a Alma…

A natureza…o brilho nos olhos de alguém que amamos…o sol…as estrelas…o fogo de uma lareira…contemplar as pequenas coisas da vida. Uma simples caneca de chá quente …amar e ser amado desde o ponto de simplicidade.

Se não te preocupasses com o que os outros pensam, o que gostarias de estar a fazer com a tua vida?

Gostaria de andar muito mais vezes descalça…gostaria de viver numa casa de madeira no meio da floresta…de não seguir tantas regras.

O que é que não tens tempo suficiente para fazer? Porquê?

Para criar desde o ponto da alma, do conhecimento intrínseco e empírico, porque me distraio muitas vezes a querer seguir as regras e a estrutura já existente.

Qual a característica familiar que herdaste e que mais te apoia na Vida?

Resiliência, a capacidade de superação e o acreditar na vida de uma forma extraordinária.

Escreve uma lista de 3 questões para as quais necessitas de resposta urgente…

– O que é viver realmente?

– Como nos podemos transformar sem perder quem amamos?

– Como acalmar uma alma inquieta por conhecimento e experiências?

 
 

 

 

ENTREVISTA A ANA SOFIA CORREIA
FORMADORA ÁREA SISTÉMICA

Entre | Linhas | Entrevista com Mónica Ferreira

Entre | Linhas | Entrevista com Sílvia Dias

“Quando a Vida Acontece, Renasce.” 


 

Usando apenas 10 palavras, descreve-te a ti mesma.

Mulher. Humanidade. Inteireza. Entrega. Doçura. Força. Alma. Humildade. Aprendiz. Curiosa.

O que é a intimidade para ti?

É profundidade, é o que está para além dos véus, a nudez da alma com tudo o que ela É.

O que dirias ao amor:

Reencontro-te no meu centro e contigo apenas Sou. Partilho-te com o outro e com a Humanidade. Eu e Tu somos Um Todo que abraça tudo o que existe. Expando-me e brilho contigo.

Qual é o teu maior desafio, aquele que te tem acompanhado ao longo do tempo?

A vulnerabilidade de me mostrar, de brilhar, de me afirmar, de mostrar a minha verdadeira força.

Onde encontras o desfrute?

Nos prazeres da vida, do corpo. Num cheiro, num sabor, num olhar, num toque. Cheirar uma flor de Jasmim, saborear uma boa refeição acompanhada por um bom copo de vinho sem pressas, uma boa conversa, a presença de um olhar, um toque firme e doce. Vivenciar o momento presente com entrega, por inteiro, desfrutando.

Onde está a chave?

Na Alma.

O que me faz sentir que vale a pena é…

O Amor. É a partilha. É a Família. É quando sou tocada pela beleza da humanidade. É quando me apaixono pela Vida e me deixo ser guiada.

Não controlar é…

É confiar sem ver, é dar a mão ao medo e com coragem continuar a caminhar. É ter fé. É acreditar. É aceitar o que há e o que vem a cada momento. É muitas vezes o surpreender-me. É viver com o corpo todo. É o render-me e o entregar-me, confiando.

Qual é a coisa com que mais te distrais na tua vida?

Não há uma coisa especifica, mas é tudo aquilo que me leva a entrar no meu mundo e me leva a desfrutar. Pode ser ler algo, escrever algo, pode ser ouvir música, ver um filme, ver uma peça de teatro, caminhar na natureza, cozinhar, viajar, conhecer lugares e pessoas novas, estar no “nada”… Tudo o que me dá prazer e em que não dou pelas horas passar.

O que disseste que nunca farias, e acabaste por fazê-lo?

Ui… Tantas coisas 🙂

É preciso transformar o mundo. Por onde começas?

Por mim, pelo meu trabalho pessoal, pelo meu crescimento e evolução pessoal, no silêncio e no anonimato. Quando faço por mim, faço por ti, faço por todos, tudo está interligado, nada está separado.

As palavras pelas quais eu gostaria de viver são

Alma e humanidade. Que a alma me guie sempre e que eu nunca perca a (minha) humanidade.

 
 

 

 

 

ENTREVISTA A SILVIA DIAS
TUTORA/FORMADORA ÁREA DE TERAPIA

Entre | Linhas | Entrevista com Mónica Ferreira

Entre | Linhas | Entrevista com Patrícia Bento

“Não se alcança a iluminação fantasiando sobre a luz, mas sim tornando consciente a sombra… o que não se traz à consciência manifesta-se nas nossas vidas como destino…” 

Carl Jung


 

Usando apenas 10 palavras, descreve-te a ti mesma.

Sorridente, Enérgica, Lado B, Arrojada, Alegre, Espontânea, Organizada, Arrogante, Curiosa, Impulsionadora.

O que dirias ao amor:

“Olá amor, quando agendamos café com a nossa sombra? Adoro juntar-vos!”

Se pudesses fazer uma pergunta ao Universo, que tivesses a certeza que iria ser respondida, qual seria?

Respondo a esta questão com uma das frases que está mais enraizada na minha espiritualidade: “Não és uma criatura humana numa aventura espiritual; És uma criatura espiritual numa aventura humana!” e por isso, posso muitas vezes olhar lá para cima, deslumbrar-me, perguntar-me como seria se obtivesse respostas “fáceis”, mas depois acabo por escutar a minha verdade! E sigo caminho; e sigo bem, sigo mais deslumbrada, sigo de forma mais mágica, desbravando eu própria o matagal da vida! Assim é muitas vezes como eu defino um Terapeuta Transpessoal, aquele que vai pela selva de catana na mão com o seu paciente seguindo caminho atrás de si!

Onde encontras o desfrute?

Ui, pergunta pertinente… tantas e tantas vezes em frente ao computador, a trabalhar, a criar, a conceber coisas novas, perdida entre anseios internos que começam a delinear o novo que se forma na mente… junto ao mar… na natureza, no sorriso do meu filho, que me derrete… na vida, que me encanta, a dançar “sem moldes”, a beber um gin numa esplanada a ver o pôr do sol e a ouvir bossa nova. Naqueles momentos em que um aluno diz “Ah…. Agora compreendo…” ou quando alguém faz um suspiro e comenta “… caramba deitaste-me lá para o abismo” … momentos em que eu própria, em frações de segundos, navego por águas inóspitas e subo ao de cima com um sorriso de quem percorreu as catacumbas mais horripilantes… por vezes vivendo a vida, apenas, sem mais quês… com a simplicidade de Ser…

O que mais te ajuda/ajudou em momentos de crise/confusão/dor?

A meditação Zen, sem dúvida, foi um pilar que juntei à minha estrutura e que fez uma diferença enorme, e continua a fazer… ajudou a centrar, a voltar para dentro. Hoje, é o dar o passo atrás, o ativar o observador em mim e ver o que está a suceder ou sucedeu. Continuo a precisar de recolhimento, tempo para estar comigo, que me permita lamber as feridas, olhar o que há, sem julgamento, sem chicote, ou com o chicote mais pequeno…. É aqui que me encontro comigo mesma, que converso, acolho, aceito e processo (nem sempre com agrado), o que há… Depois regresso à “superfície” e entrego-me à vida, integrando o sucedido como experiência, umas vezes colocando em prática, outras nem tanto…

Qual seria a tua vida alternativa?

Hum…. Tão fácil, era Hacker, das “Boas”, com ética, vá, com consciência – uma White Hat Hacker – pois vivo muito bem em frente ao computador…  Desde muito jovem que tinha o gosto por perguntar “quem és? de onde vens? porquê? o que gostas?” sempre com uma forte vontade de ligar pontos, de estabelecer conexões, de encontrar caminhos que se cruzam, de conhecer mais as pessoas o que as une… O fascínio por esta “vida vem também associado à investigação, ao aceder à informação recôndita, escondida, inacessível ao “comum mortal” e à forte presença da “Salvadora” em mim, que durante muito tempo queria salvar os Fracos e Oprimidos… Qualquer semelhança com Terapeuta Transpessoal é pura coincidência…

Cumprir-me é…

Na verdade, cumprir-me pode ser muita coisa, mas quando lá chego o que percebo é que cumprir-me é viver, com prazer, tão somente isso.

O que a minha Alma me diria neste momento…

Gosto de te ver, estás a crescer de forma simpática…

Dizes a ti mesma que não consegues fazer alguma coisa? O que é e porquê?

Tantas coisas, a lista ocuparia muito espaço…

Falar em público, por exemplo – o meu sabotador interno fica frenético e faz horas extra com esta tarefa… fervilham ideias para boicote e ele trá-las a todas para cima da mesa, opondo-se a esta tarefa. Vem a sensação de não saber nada, de nunca saber o suficiente, de me perguntar porque é que me coloquei nisso ou se alguém poderia fazer isso por mim… e a verdade é que desisti de muitas coisas devido a esta questão… Hoje em dia já não paraliso, mas a agitação interna continua a ocorrer; Hoje em dia o lema é “mesmo com medo vai”. Há vezes em que me “dou mal”, mas a verdade é que a maioria das vezes acabou por “não custar nada” e desfrutei tanto!

Descreve o que é para ti o Sagrado.

O Sagrado já teve muitas formas ao longo da minha vida, já esteve ausente dela e reencontrei-me com ele há alguns anos, de uma forma muito especial, de uma forma humana; foi-me sendo mostrado por pessoas muito especiais na minha vida, que ser Humano é Sagrado! Então o Sagrado para mim é viver a vida tal qual ela é… Muitas vezes perdemo-nos de nós em busca de um Sagrado grande, especial, imposto por alguém ou por algo, onde temos que cumprir requisitos para que nos possamos cruzar com ele… mas não, não é nisso que acredito, acredito que o Sagrado habita dentro de nós e em tudo o que nos rodeia, uma forma de estar na vida em que quando honramos cruzamos o umbral do Sagrado”.

Como defines o sucesso, e como irás saber que o conseguiste?

Estava a tentar escrever algo elaborado, mas não, a resposta é simples: neste momento, defino o sucesso como estar viva e poder fazer coisas que me dão prazer, que me acalentam a alma. Esse é para mim o sucesso nos dias que correm. Complexo mesmo é não complicar algo tão simples!

Se eu pudesse falar para a minha adolescente, aquilo que poderia dizer-lhe era

Amiga, nem tu imaginas o que te espera, tudo aquilo de que tens medo agora,  vais fazê-lo; não precisas de te esconder da vida, ela vai acontecer-te na mesma, não precisas de te encolher, vão ver-te na mesma; assim, vive, aproveita, desfruta mais; a tua voz tem poder no mundo, confia que sim; tens a garra que precisas para viver o que se move dentro, não és um alien, há mais pessoas como tu… e mesmo que não sejam exatamente como tu, são cromos que pertencem à mesma caderneta! A tua timidez é fofa, mas se olhares bem, essa não és tu, essa não é a tua verdade e aquilo que te corre nas veias. Então arrisca um pouco mais a colocar no mundo o que te dá gozo, o que sabes que sabes! A garra que teimas em esconder!

 
 

 

 

 

ENTREVISTA A PATRICIA BENTO
TUTORA/FORMADORA ÁREA TERAPIA E RESPIRAÇÃO HOLOSCOPICA

Entre | Linhas | Entrevista com Mónica Ferreira

Entre | Linhas | Entrevista com Ana Cid

“Sê a mudança que queres ver no mundo.”

Mahatma Gandhi


Usando apenas 10 palavras, descreve-te a ti mesma.

Persistente, Positiva, Honesta, Enérgica, Alegre/humor, Competente, Organizada, Empática, Humilde, Verdadeira/Transparente.

O que te inspira?

O sorriso do meu filho, o som do mar das ondas a bater na areia, um pôr de sol numa tarde de verão, o cheiro a chuva e terra molhada, a natureza no geral. Música. A beleza e a perfeição dos alimentos e do que brota na terra.

Qual seria a tua vida alternativa?

Provavelmente a viver no e do campo. Algo trabalhoso, árduo, mas recompensador e livre. Ou a fazer voluntariado aqui ou qualquer parte do mundo onde fosse necessária.

Qual o teu sonho agora?

A nível macro continuo a sonhar com um mundo melhor e que é possível mudar o mundo – um dia e uma pessoa de cada vez! Sonho com um mundo em que existe amor, confiança e respeito mútuo entre todas as pessoas e nações.
A nível pessoal sonho há algum tempo com uma mudança de casa, com jardim, horta e alguns animais (galinhas, cães); sonho ainda com viagens pelo mundo e com a possibilidade de conhecer outras culturas, cheiros, sabores e formas de viver.

Onde encontras o desfrute?

Na família, num bom livro, numa refeição em família onde estamos todos reunidos à mesa. Numa aula de yoga ou pilates, em que estou só ali, comigo. Num bom banho e lençóis lavados. Num banho de mar. Num pôr do sol num dia de verão. Numa lareira acesa e a ver o lume crepitar. Numa chávena de chá…tantas e pequenas coisas.
Quando me detenho a olhar para a natureza (frutos, árvores, animais) e desfruto por saber que tudo foi “construído” de forma perfeita!

De que é que não nos podemos esquecer na vida?

Que tudo é efémero e que a morte é inevitável  e por isso a vida tem de ser vivida com amor, por nós e pelos outros. Que cada minuto é uma bênção. De sermos gratos por tudo (pessoas, coisas/objectos) o que temos. E que não somos nada sem o outro.

O meu coração expande-se quando…

Abraço o meu filho; quando sinto o poder e o conforto do abraço de alguém.

Quando me sinto verdadeiramente abençoada pelo que sou e tenho.

Uma vida simples é…

A minha!

Que talento gostarias de ter e o que farias com ele?

Por vir de uma família de oleiros e não ter qualquer tipo de competência artística com as mãos (neste campo são verdadeiros 2 pés esquerdos), gostaria de ter aprendido a modelar o barro e perpetuar os Bonecos de Estremoz, tal como a minha família paterna sempre o fez. Adorava saber pintar também e, apesar de não ser algo a que me tenha proposto, para aprender nunca é tarde!

Diz-nos 5 coisas que te façam sorrir…

A vida, no geral. Outros risos. Cócegas. Sincronicidades da vida. Na verdade, sorrio por tudo e por nada!

Como defines o sucesso e como é que irás saber que o conseguiste?

Vejo o sucesso como o atingir de metas pessoais e profissionais e nesse sentido sinto que tenho sucesso em ambas as esferas. Pequenos objectivos fazem-nos movimentar e querer chegar sempre mais longe. Sucesso é um conceito subjectivo, mas sei que atinjo o sucesso quando de alguma forma “toco” a vida de alguém. Todos as experiências profissionais por onde passei permitiram-me ser uma pessoa de sucesso, pois sei que fiz sempre a diferença nas muitas vidas das pessoas com quem contactei.

Escreve uma lista de 3 questões para as quais necessitas de resposta urgente…

Porque o Covid não se vai embora?
Porque o Covid não se vai embora?
Porque o Covid não se vai embora
Mais a sério…
Onde raio deixei o meu telemóvel?
Seremos pessoas melhores depois desta crise?
Se a inteligência do Homem é tão magnificente porque não convergimos todos para o BEM?

 
 

 

 

ENTREVISTA A ANA CID
GESTORA DE FORMAÇÃO | COORDENADORA TÉCNICA-PEDAGÓGICA DA EDT