Facilitador de Respiração Holoscópica

Facilitador de Respiração Holoscópica

Facilitador de Respiração Holoscópica

Datas da Formação: 15 a 19 de Março 2023 e 3 a 7 de Maio de 2023

2 Encontros Formativos Residenciais 

Formação Presencial

2 Retiros Formativos, intensivos, vivenciais, com componente teórica e prática.

Metodologia

Imersão na vivência da holoscópica, enquanto participante e acompanhante. Material teórico de apoio.

Comunidade

Integração e partilha em grupo de trabalho dinâmico, durante os encontros vivenciais formativos

“O processo de respirar é o vínculo que une o consciente com o subconsciente, material tosco e material subtil, funções voluntárias e não voluntárias e, portanto, a expressão mais perfeita da natureza de toda a vida”

Foundations of Tibetan Misticism

A Respiração Holoscópica é uma das técnicas-estrela da Escola Transpessoal pelo seu potencial de descoberta e sanação. Quem passa por ela sente-a como uma experiência profundamente transformadora, onde a testemunha interna observa, de forma consciente, todo o processo. Com raízes milenares, foi cunhada pela Escola Espanhola de Desenvolvimento Transpessoal, tendo como pilares a meditação, a hiperventilação e a música, que tudo acompanha e facilita.

Uma experiência vivencial única de cada vez que a atravessamos, de imenso valor terapêutico, pode trazer compreensões de questões antigas e benefícios a nível físico, piscoemocional e da consciência espiritual. 

Oferecemos-te uma formação totalmente vivencial, onde a experiência de atravessar – acompanhado – é sentida como um verdadeiro parto, um lugar sagrado, que podemos depois levar ao outro com Inteireza e Amor.

O que vais encontrar nesta formação?

Formação, Transformação e Visão Terapêutica

Toda a formação está assente nestes 3 pilares; Os retiros serão facilitados por Terapeutas Transpessoais experientes.

Encontros de Práticas Residenciais

2 Encontros Residenciais Intensivos, onde serão abordados os conteúdos teóricos programados e será praticada a arte e a técnica no acompanhamento a outros. Estes retiros são essencialmente vivenciais e o aluno experimentará na própria pessoa o potencial transformador deste tipo de respiração. 

Datas: 

15 a 19 de Março 2023
3 a 7 de Maio 2023
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Manual Teórico

Durante a formação vivencial será entregue ao aluno um manual com todos os conteúdos teóricos inerentes a esta temática. 

A quem está dirigido?

• Alunos da EDT que tenham concluído os dois anos de formação na área da Terapia Transpessoal;
• Psicólogos e outros Técnicos de Saúde (sujeitos a apreciação curricular e entrevista telefónica)

Certificado

O aluno, ao cumprir os requisitos e finalizar a formação formação receberá o Certificado da EDT como Facilitador de Respiração Holoscópica.

Edições

Um curso por ano letivo

Duração

2 Encontros Formativos Presenciais

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Inscrição

info@escolatranspessoal.com

Formações

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Informações

Morada
Rua Padre Luis Aparício,
11, 4ºC
1150-248, Lisboa

Contactos
+351 215 958 889
+351 912 662 851
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    A Forja de Hefesto – o processo de soul-making

    A Forja de Hefesto – o processo de soul-making

    “Alguém que eu amava deu-me, uma vez, uma caixa cheia de escuridão. Demorei anos a entender que, também isto, foi um presente.”

    Mary Oliver

     

    Hefesto é talvez um dos deuses mais paradoxais do Olimpo arquetípico. Filho de Hera – em grande parte das versões nasce por partogénese – tem uma aparência que destoa da beleza habitual dos outros deuses. Vem com um defeito num dos pés e um rosto grotesco. Esta diferença tão chocante fá-lo ser rejeitado pela mãe e atirado do alto do Olimpo até às profundezas do Oceano, garantindo-lhe, para além dos defeitos de nascença, uma série de outras cicatrizes.

    Acaba por ser encontrado por Tétis, após nove dias e nove noites, que o cria na ilha de Lemnos, uma ilha vulcânica repleta de cavernas, numa das quais ele cresce. É aqui, por entre a rocha e o fogo, numa ilha que canta às vísceras da Terra, que Hefesto desenvolve o seu talento e constrói a sua forja.

    Já adulto, consegue um lugar entre os deuses do Olimpo e casa com Afrodite, em algumas versões por exigência sua, noutras, por exigência de Hera numa tentativa de insultar a deusa da beleza. A bela Afrodite não o contestou e há quem diga, até, que ela o escolheu. Pois que um artista não cria sem a musa, nem a musa sobrevive sem a arte que ela inspira. Existem, no entanto, outras versões nas quais Hefesto seria consorte de Charis (a Graça), também ela um lugar de inspiração intensa.

    Torna-se, desta forma, o ferreiro do Olimpo e os mais importantes artefactos dos deuses surgem pelas suas mãos, tais como o carro de Apolo, os arcos e flechas usados por Apolo e Artémis ou o cetro de Zeus, entre muitas outras armas e joias de valor e beleza inestimáveis. Não sendo um deus que tenha popularidade ou apreço por parte dos outros deuses, ele ganha respeito através do seu trabalho, mostrando que não é a perfeição que produz arte, ou beleza.

    Hefesto é o deus imperfeito, o que carrega as feridas, o excluído. E, no entanto, é também o criador, o artesão, o senhor da forja, do trabalho e da criatividade, o mestre do fogo e dos metais. Ele tem acesso ao magma da própria terra e com ela opera o trabalho alquímico no fogo que vem das entranhas e das profundezas. O seu lugar é escondido, silencioso, tal como a caverna da forja, um lugar vulcânico, fechado e secreto. Envolve trabalho, esforço, paciência e maleabilidade.

    A imperfeição de Hefesto, as suas feridas e cicatrizes tornam-se o chão onde algo novo se constrói. A perfeição não cria, não molda, não cresce. Só o imperfeito, o que carece e tem espaços vazios pode almejar à busca, à transformação, ao florescimento.

    O deus da forja ensina-nos, então, a utilizar as feridas como húmus para o que em nós quer ser criado. Ele sai do paradigma ocidental da dualidade, da cura ou da erradicação do que não é belo, para o trabalho de alma.

    Este é um processo de interiorização, no qual tudo é matéria bruta a pedir para ser lapidada. É esse o lugar do artesão. Perceber o mundo, as estórias pessoais e o que nos coube viver como uma fonte inesgotável de criação. Pode não ser valorizado porque não é glamoroso. É necessário o submundo, o tempo, a solidão e a presença, a compaixão e o trabalho árduo para forjar a partir do fogo da alma, pegar nas estórias, feridas e memórias e permitirmo-nos trabalhar numa forma. Não há um lugar de superação no processo da forja. Ela pede-nos somente, mas implacavelmente, a expressão mais real e presente de quem somos. Necessita das mãos, do labor, o lugar que em nós serve de ponte entre a alma e o mundo. E o ato de lavar, dobrar, cozinhar, pintar, escrever, tecer, esculpir e transformar o que é dor em matéria – imagem é o puro potencial da forja de Hefesto.

    É também essa a essência do chamado trabalho da sombra. O desconhecido em nós, aquilo que rejeitamos e excluímos – por não aceitarmos o imperfeito, ou por puro desconhecimento – é, como Hefesto, atirado da luminosidade do Olimpo e dos Deuses (ou arquétipos) em nós para as profundezas do inconsciente, onde não é visto, mas entra em contacto com o fogo selvagem da própria alma, o lugar psíquico de nos forjarmos a nós mesmos. A sombra é, por isso, a matéria-prima, o potencial que pede para ser moldado, reconhecido e manuseado. É nas profundezas que reside o caldeirão alquímico onde podemos transmutar emoções em criações. Forjamo-nos pela capacidade de ser tocados pela vida, de pegar nas nossas circunstâncias e manuseá-las no âmago da existência. Transformar a dor em dom, trazendo vida e beleza ao que, aparentemente, parecia grotesco e defeituoso. Somos sempre o material mais extraordinário a partir do qual nos construímos. Nas palavras de James Hillman, este é o grande processo de soulmaking (fazendo alma).

    ÉLIA GONÇALVES
    DIRECÇÃO CRIATIVA E DE PROJECTOS

     

     

    Regulamento #mulheres

    Regulamento

    #mulheres

    “Por elas…

    por todos os corações peregrinos…

    para que eternamente possam encontrar-se e não passar sem se ver,

    mas que se mantenham perto umas das outras e se fortaleçam, 

    e com isso fortaleçam os perímetros e os portais do mundo da alma

    confiados à sua guarda.”

    | Clarissa Pinkola Estés |

     

    1. A campanha #mulheres atribui um desconto de 20% a todas as inscrições no Curso de Facilitadora Transpessoal de Círculos de Mulheres de Abril/2022. 

    2. Para beneficiar desta promoção a inscrição deve ser realizada até à data-limite de 31 de Março. Informações e inscrições nos links abaixo:

    Informações Gerais

    http://escolatranspessoal.com/formacoes/

    Programa e Inscrição:

    https://escolatranspessoal.bestgest.eu/training/curso_insc/facilitadora-transpessoal-de-circulos-de-mulheres 

    3. A oferta de 20% de desconto incide sobre o valor base do curso e não inclui o valor da matrícula.

    4. Considera-se aluno inscrito todo aquele que, tendo preenchido e enviado a ficha de inscrição, tenha efetuado o pagamento da matrícula. Não haverá devolução do valor da matrícula em caso de desistência da inscrição ou frequência curso. 

    5. Esta campanha não é acumulável com outras promoções, campanhas ou descontos.

     

    Regulamento #multiplicaroamor

    Regulamento

    #multiplicar o amor

    Aproveita este momento para investir em ti e dar asas ao teu amor próprio…. e depois partilha-o, divide-o, pois é assim que ele se multiplica!

    1. A campanha #multiplicaroamor aplica-se a todos os que se inscreverem nos Cursos de Facilitador de Educação Mindfulness e/ou Master em Consultoria Mindfulness, a iniciar nos meses de Março/2022 e Abril/2022, respetivamente.
    a. A inscrição para usufruir da campanha deverá ser efetuada até à data-limite de 28 de Fevereiro e não é acumulável com outras promoções, campanhas ou descontos.

    2. Nesta campanha #multiplicaroamor (para os casos acima designados), aplicam-se as seguintes condições:

    a. Todas as inscrições receberão automaticamente um desconto de 10% do valor do curso (valor da matrícula excluído).
    b. Receberão adicionalmente + um desconto de 10% do valor do curso (matrícula excluído) por cada aluno/inscrição que tragam para o curso (até um limite de inscrições/descontos que perfaça os 100% do valor do curso).
    c. O aluno inscrito por intermédio de outro aluno beneficiará também desses 10% de desconto (acrescido aos 10% automáticos da campanha, equivale a um desconto total de 20%).

    3. Para beneficiar da promoção os alunos deverão inscrever-se num dos cursos abrangidos pela campanha:

    Informações Gerais

    http://escolatranspessoal.com/formacoes/

    Programa e Inscrição:

    https://escolatranspessoal.bestgest.eu/training/curso_insc/facilitador-mindfulness-em-contexto-educativo

    https://escolatranspessoal.bestgest.eu/training/curso_insc/master-em-consultoria-mindfulness

    4. Considera-se aluno inscrito todo aquele que, tendo preenchido e enviado a ficha de inscrição, tenha efetuado o pagamento da matrícula. Não haverá devolução do valor da matrícula em caso de desistência da inscrição ou frequência curso.

    Inteireza no feminino – o lugar dos ossos

    Inteireza no feminino – o lugar dos ossos

    “Ela é uma floresta selvagem e emaranhada, com templos e tesouros escondidos no interior.”

    John Mark Green

     

    Muitas vezes, quando começo a falar do feminino, surgem-me as palavras colo e abraço. Sinto que a mulher tem este lugar intrínseco, enraizado na biologia, na alma, que é o de encontrar espaço dentro de si para embalar, nutrir, escutar, cuidar, um gesto que lhe é natural e, na maior parte das vezes, inquestionável, até (ou principalmente) por ela mesma.

    Mas na poesia bonita que carregam estas palavras esquecemo-nos dos pedaços rasgados, remediados com fita-cola, que os diários das nossas vidas vão coleccionando, os momentos de profundo cansaço, ou de esquecimento de nós mesmas, que este lugar intrínseco por vezes comporta.

    Diz-se na cultura popular que para cuidar de uma criança é preciso uma aldeia, só que as aldeias ficaram algures entre a serra, o campo ou a maresia, longe demais dos nossos beirais.

    Para cuidar de uma mulher é preciso ela mesma, mas tantas vezes andamos perdidas, medindo passos e contando horas que não nos sobram – ou não nos permitimos – bocados para enterrar os dedos na terra e cheirá-la, fechar os olhos e escutar os murmúrios do corpo, contar as nossas estórias a alguém que as (só) escute, dançar ao ritmo do que pede a alma.

    A vida real, a de todos os dias, vai deixando sulcos neste caminho para a inteireza da autoescuta e da autonutrição. Vai-nos sussurrando que não há tempo para tudo, que há muito para arrumar antes, que a mulher é independente (ai, essa palavra com que eu tanto enchia o peito pelos vintes e trintas!…), que é capaz de tudo sozinha.

    Mas há sempre escolhas e preços a pagar. Os ossos que deixamos pelo caminho, em lugares onde secalhar não nos apercebemos. Ou onde sentimos que os outros trilhos estavam intransitáveis. São os afectos, as emoções, a vulnerabilidade partilhada, a coragem de pedirmos ajuda, o colo onde podemos encostar a cabeça e deixar a barragem desfazer-se. Ossos subtis, menos visíveis, em lugares sensíveis, que causam dor. Onde se perde vida, conexão, amor.

    Nem sempre os passos nos levam por onde o sonho comanda (a vida). Nem sempre o sonho nos leva onde pensávamos ir dar. Mas acredito que há um momento, às vezes fugaz e ao qual não prestamos atenção, outras um sinal bem audível no peito, em que nos apercebemos que há mais para viver e sentir do que este vaivém de tarefas encadeadas e amparo ao outro. Há um momento, ou vários, em que esta floresta que levamos dentro, selvagem e emaranhada, se abre para que encontremos os nossos templos onde orar. Num convite à travessia interna, à nossa estória pessoal, às encruzilhadas onde perdemos as nossas ossadas, para que neste revisitar possamos despedir-nos do que já não nos cabe na vida e voltar a encher-nos com o que ainda faz sentido.

    Para mim, é comum encontrar-me com estes lugares sagrados dentro do círculo (de mulheres); escutar estórias de vida de outras mulheres é mergulhar na minha própria alma, em quem sou, no que me constrói e alicerça. É sentir a teia de que falo tantas vezes estremecer, sendo tocada, estreitar-se e alongar-se, olhar sem medo a floresta de outrem enquanto percorro também a minha, nutrir a minha alma. Sentir-me enriquecer.

    Não há muitos espaços, no quotidiano, onde encontrar uma escuta silenciosa, um ressoar dos tambores internos, um colo, um olhar inteiro que nos permita, apenas, espelhar as nossas palavras e o nosso sentir.

    Estamos muito cheias de coisas e muito vazias de nada. Do nada de que o feminino se alimenta, o não-fazer, o vácuo, o prazer por si só, sem querer chegar a lado nenhum nem descobrir nada. Dançar na sala só porque a música é boa. Perdermo-nos num livro de contos e encontrarmos também os nossos. Ficar no sofá só porque.

    Porque sim, sem mais.

    E nesse sem mais, encontrar o muito mais de que somos feitas.

     

    MARGARIDA MONARCA
    TUTORA DE EDUCAÇÃO E CÍRCULOS DE MULHERES